Arquivo por categoria sexo
MILF: MOTHER I’D LIKED TO FUCK
Publicado por admin em Psicanálise, sexo às 7 de Dezembro de 2008

Uma nova perversão: a mulher normal
MILF, uma definição
[PS.: este texto gerou uma discussão no site Mera Falácia] Crédito das imagens: Mature Orgasm e Karups Older WomenDe como o normal virou uma perversão
A vida real
Psicanálise da perversão
Um pervertido da Literatura, fronteiriço
O capitalismo não poupa ninguem
“Você toparia fazer umas fotos sensuais para um site?”
O FILME PORNÔ DE LEILA LOPES
Publicado por admin em cinema, filme pornô Leila Lopes, sexo às 20 de Julho de 2008
Ela afirma o tempo inteiro que se trata de um filme diferente dos demais pornôs. Após assistir, não há o que discutir: é pornô sim, 100% pornô. Não é porque disfarçou com cenários de época ou um pretenso enredo à la Nelson Rodrigues (como ela mesma afirmou – e o famoso autor deve estar se revirando no túmulo…), não é por esses disfarces que deixa de ser pornográfico.
Há boquete, há pau entrando na buceta, e tudo bem visível. Se isso não for pornô, não sei mais o que seria. Só não entendo a vergonha dela em admitir. Parece que, negando, talvez ainda resguarde o pudor. Que é pouco, muito pouco. No próximo, talvez faça anal ou grupal. Tudo depende do dinheiro em jogo, desde que tenha “enredo” e “cenário”. Porque aí é arte. Ela não se cansa de afirmar que é “atriz de verdade”. Era, e poderá voltar a ser. Porque enquanto fez o “Pecados e tentações” foi atriz pornô. Ou as atrizes dos outros pornôs não são atrizes? São sim, péssimas, mas são. Ou alguém acredita que aqueles “Oh, yes! Fuck me, baby!” são verdadeiros?
Leila Lopes deve ter seus motivos pessoais para não querer ser vista como atriz pornô. Mas não adianta, Leila, se todo mundo diz que é pornô, é porque é mesmo.
Leila Lopes ja havia ultrapassado, há mais de uma década, o limiar da nudez paga (ver: Playboy com Leila Lopes). Algumas artistas (poucas) nunca se dispuseram a isso, nem por muito dinheiro – dizem que Ivete Sangalo teria recusado 3 milhões de reais (!) à proposta da Playboy, já Letícia Spiller afirmou que “as mulheres brasileiras se vendem por muito pouco” (ver: as que dizeram “não” à Playboy, e os motivos alegados).
Particularmente, não tenho nada contra a nudez feminina, nem contra a pornografia – pelo contrário. Só não entendo a quem estas mulheres acham que enganam (a si mesmas?) com esta história de “arte”. Homem nenhum que pegue uma Playboy vai importar-se com o cenário, com a luz da fotografia. Ele quer é ver o oco.
Que, por dinheiro, elas mostram. Isso tudo me lembra uma piada que ouvi há vários anos, mas tinha um fundo de verdade tão grande que nunca esqueci. Um homem pergunta a uma mulher: “Por um milhão de reais você me daria?”. Ela pensa um pouquinho e concorda. Ele diz: “Hummm… E por dez reais?”. Ela se enfurece: “Está pensando que eu sou o quê?!”. Ele finaliza: “O que você é nós já sabemos, só falta concordarmos no preço.”
Cada um faz o que quer de sua vida. Só que querem fazer tudo sem pagar pelas conseqüências. Quer o dinheiro, a fama, mas não quer o esculhacho. Assim (a vida) é fácil… Leila Lopes terá para sempre seu nome associado aos termos “vadia”, “putinha” etc. Isso não porque eu queira, mas simplesmente porque é assim que a sociedade classifica quem faz tal tipo de trabalho. Leila sabia disso antes de fazer o filme. Agora não dá pra reclamar.
Mas que a “sociedade”, o ser humano, é uma coisa estranha, isso é. Nascemos nus e inventamos a roupa. Que virou obrigação. E a nudez virou proibição e fetiche. Macacos não precisam transar escondidos. Mas inventamos quartos, potas e chaves e novas proibições e fetiches. O ser humano faz um jogo consigo mesmo. Inventamos as regras e nós mesmos as burlamos. O mesmo pai que reprovaria a filha se a flagrasse dando para um namoradinho é o mesmo que irá comprar o DVD pirata da Leila Lopes. Será que sem violação não teria tanta graça, e por isto as regras foram inventadas?
Só não fico com dó da luta da Leila Lopes para manter seu nome limpo porque foi uma escolha (bem-remunerada) da parte dela, se lambuzar toda. Agora vai ter que relaxar e gozar quando colocar seu nome no Google e vê-lo associada só à putaria. Sua carreira anterior foi pro espaço. Se bem que nunca foi grande coisa, Leila estava no ostracismo há muito tempo. Por um punhado de dinheiro, valeu a pena enterrar esta carreira.
Acho apenas que ela deveria assumir: é pornô sim. Dizer que, por ter formação de atriz, poderá ser uma atriz pornô melhor que as outras. Que seja a diva do pornô. Mas que pare de falso moralismo – isso não combina com um atriz pornô…