"SE EU FOSSE VOCÊ 2" – RECORDE DE MEDIOCRIDADE
Publicado por admin em Se eu fosse você 2, cinema em 3 de Março de 2009
O filme “Se eu fosse você 2″ baterá hoje o recorde de “2 filhos de Francisco”, tornando-se o filme brasileiro mais visto nos cinemas (1) – mais de 5 milhões e 300 mil espectadores. (notícia original aqui)
É uma pena.
É uma pena que estas porcarias caiam tanto no gosto popular. Não que o filme seja ruim. Mas também não é o melhor filme brasileiro de todos os tempos. E nem é preciso ter assistido a película para chegar a esta conclusão. Eu mesmo não vi. Nem pretendia ver. Agora, muito menos – não vou ajudar a incrementar um recorde de mediocridade.
“Mediocridade” se refere a algo que está no meio, na média. Piadinhas manjadas, atores manjadérrimos (Glória Pires e Tony Ramos!) etc. Nada que quebre paradigmas, que exponha realidades cruas, como “Cidade de Deus” ou “Tropa de Elite”.
O diretor Daniel Filho, que deve ter enchido o c* de dinheiro com o filme (2), se esquiva deste tipo de crítica dizendo que também faz “filmes-cabeça”. OK. Medíocre mesmo é a massa que só tem coragem de desembolsar 10 ou 15 reais para ver filmes como esse.
Pensar, que é bom… Nem pensar…
Os efeitos de um recorde como esse podem ser danosos para a produção cinematográfica brasileira. Dinheiro não é burro. Basta aguardar a leva de filmes tão sem-sal quanto. Sem falarmos nos famigerados “Se eu fosse você 3″, “4″ etc….
UPDATE/NOTAS:
(1) “Se eu fosse você 2″ é o filme mais visto da chamada “retomada do cinema nacional”. Se considerarmos toda a história do cinema nacional, ainda há alguns à sua frente, como “Dona Flor e seus dois maridos”, de 1978. Felizmente.
(2) Leio que o filme já arrecadou, até 01/04/09, 49 milhões de reais – só perde para Titanic (outra obra-prima da mediocridade). PQP!
Seção “Li e não entendi…”: o que significa “famigerado”?
MILF: MOTHER I’D LIKED TO FUCK
Publicado por admin em Psicanálise, sexo em 7 de Dezembro de 2008

Uma nova perversão: a mulher normal
MILF, uma definição
[PS.: este texto gerou uma discussão no site Mera Falácia] Crédito das imagens: Mature Orgasm e Karups Older WomenDe como o normal virou uma perversão
A vida real
Psicanálise da perversão
Um pervertido da Literatura, fronteiriço
O capitalismo não poupa ninguem
“Você toparia fazer umas fotos sensuais para um site?”
MÚSICA DO COMERCIAL DA MINISSÉRIE "CAPITU": "ELEPHANT GUN", DA BANDA BEIRUT
Publicado por admin em Sem categoria em 4 de Dezembro de 2008
Parece que a música aparece no comercial de “Capitu”, minissérie da Globo que irá ao ar em breve e é inspirada na obra “Dom Casmurro”, de Machado de Assis. Aparece no início desse vídeo de divulgação.
A banda se chama Beirut e, a música, “Elephant Gun”, e o videoclipe é esse abaixo:
Abaixo, a letra da música:
“Elephant Gun”, Beirut
If I was young, I’d flee this town
I’d bury my dreams underground
As did I, we drink to die, we drink tonight
Far from home, elephant gun
Let’s take them down one by one
We’ll lay it down, it’s not been found, it’s not around
Let the seasons begin – it rolls right on
Let the seasons begin – take the big game down
Let the seasons begin – it rolls right on
Let the seasons begin – take the big game down
And it rips through the silence of our camp at night
And it rips through the night
And it rips through the silence of our camp at night
And it rips through the silence, all that is left is all that I hide
Sobre a banda:
Beirut é a banda criada pelo americano Zach Condon (isto é, “Zacarias Camisinha”) e faz uma música próxima de sons do leste europeu, usando o trompete e o ukulele (o “violãozinho” tocado no vídeo – como o próprio nome do instrumento diz, é muito utilizado na serenata irlandesa, em que geralmente se faz “bundalelê” para a namorada ou para o pai desta). Por conta de um problema no pulso, devido à masturbação excessiva na adolescência, Zach foi impedido de tocar guitarra, talvez para sorte nossa.
Já aos 15 anos, Zach gravou um disco, que assinou não com seu nome, mas como “The Real People”. Aos 16, deixou a escola e foi viajar pela Europa, onde teve contato com a música dos Bálcãs (em português, “Balcões”, isto é, países famosos por seus barzinhos, também chamados de pubs).
Em 2006, o Beirut lançou 2 álbuns inspirados pelos Bálcãs, e em 2007 saiu “The Flying Club Cup”.
fonte: deturpado da Wikipedia
mais: um ensaio sobre Capitu e Bentinho // sobre o filme “Dom”, também inspirado na obra de Machado de Assis // sobre a Guerra nos Bálcãs // a cidade Beirute, capital do Líbano // site oficial da banda
UM FILME MUITO RUIM, MAS TALVEZ PERFEITO

“O pântano” (“La ciénaga”, Argentina, 2001)
Organizei recentemente uma Mostra do Cinema Argentino. Em minha casa, para mim mesmo. Compilei na internet uma liste de filmes deste país e fui atrás, em locadoras especializadas. Não achei todos, mas consegui cerca de 15.
Achei quase todos bons, alguns muito bons e um ou outro fraquinho. O que mais gostei foi “Valentin”. Mas quero falar sobre o que menos gostei, “O pântano”, pois este me fez pensar mais do que o que mais gostei.
A história de “O pântano”: uma grande família, em um sítio e em uma cidade pequena, em dias de calor. Pequenos conflitos, um casamento que se acaba etc. Mas quase nada acontece. Não há um clímax pelo qual se esperar. Até aí, nada de muito diferente dos outros filmes argentinos que vi. O que faz este ser ruim, então?
Personagens demais, talvez. Mas este ainda não seria exatamente o problema. A comédia romântica “Simplesmente amor”, por exemplo, acompanha várias histórias, mas não há esta sensação de um filme que vai do nada a lugar nenhum. Pode ser porque, mesmo que de forma breve, fornece-se uma vida prévia aos personagens, de forma com que podemos nos identificar (mesmo que antipatizando) com eles. Ou poderia ser porque o filme fecha todas as histórias, esperamos desfechos e eles acontecem. Mas este pensamento é errôneo, não é só porque o filme tem um “final” (ou finais, no caso) que vamos dizer que ele é interessante no meio do filme. Se “Simplesmente amor” tivesse acabado “antes do fim”, eu teria gostado dele até aquele momento. Se “O pântano” tivesse desfechos mais objetivos, eu não teria gostado mais dele.
[Eu poderia, para parecer culto, ter comparado com "Short cuts", de Robert Altman, outro filme de várias histórias fragmentadas. Mas acho este filme mais parecido com "O pântano", no sentido de ser sem-graça, do que com "Simplesmente amor". É "pobre" fazer uma crítica elogiando-se um filme comercial, uma comédia romântico. Mas, mais feio ainda, é fingir que gostou de algo "cult" só porque é cult.]
O problema de “O pântano” seria a história com falta de objetivo? Poderia ser. Mas, já disse anteriormente, há muitos filmes argentinos sobre o nada que são bons.
Talvez a mistura das duas coisas, isto sim seria uma justificativa mais consistente: personagens rasos e história oca.
Pois bem, eu não gostei de “O pântano”. Mas aí surge meu questionamento: isso significa dizer que o filme é ruim?
Não quero entrar aqui naquela questão sobre a autoridade do julgador: quem é que pode dizer se algo é bom ou ruim? “Gosto é gosto” etc. Suponhamos que a autoridade única fosse eu: eu poderia dizer se um filme é bom ou não.
Sendo assim, tenho dois vereditos. Um: não gostei de “O pântano”. Dois: não sei bem dizer se ele é ruim.
Porque, talvez, a intenção da diretora fosse essa mesmo: a de desagradar o espectador. A sensação que tive, durante o filme, foi a de ter alugado um quarto em uma casa cheia de desconhecidos. Aqueles draminhas não me interessam, mas são um zumbido constante no meu ouvido. Vontade de sair da casa, vontade de que o filme acabasse logo.
Mas será que não seria essa a vontade da criadora? Se foi, não temos um filme ruim, mas um filme perfeito, porque atingiu plenamente seus objetivos.
Assim como um grande poeta que decidisse, deliberadamente, escrever poemas bobinhos, infantilóides. Quem não conhecesse o autor e os lesse, acharia um lixo. Mas o autor não se importaria com isso, ele diria apenas “acordei com vontade de produzir lixo”.
O que o filme me fez perceber, então, é que uma obra de arte deveria ser sempre avaliada em dois níveis. Se ela é agradável ou não (“O pântano” me desagradou, como obviamente se percebe), e se ela é bem-sucedida ou não, nos seus objetivos. Não sei dizer isso sobre “O pântano”, pois não li nada sobre o filme – e nem estou a fim de ler, isso não mudará em nada minha vida. Mas, se a diretora quis que o filme agradasse, foi muito mal-sucedida. Já se quis que achássemos aquelas vidas vazias, desinteressantes, sem-graça, parabéns!
Desta forma, é possível que uma obra seja, ao mesmo tempo, horrível e perfeita. Picasso, por exemplo: me desagrada, em geral, mas reconheço que foi muito bem-sucedido no seu intuito, que era justamente este, causar estranhamento, questionamentos, um certo incômodo.
Surge então uma outra questão, mais difícil de ser respondida. Será que, sabendo a intenção do autor com antecedência, veríamos a obra com maior benevolência, a ponto de acharmos agradável algo que, sem a informação prévia, nos desagradaria? A sugestão afetaria tanto a apreciação?
Esta questão é complicada porque o teste exato não tem como ser feito. Se contarmos a alguém a intenção do filme e ele o assistir, terá uma impressão. Mas como sabermos a impressão que ele teria se o assistisse sem a informação prévia. O inverso é válido: assiste-se o filme sem a informação e se tem uma impressão. Dá-se a informação. O filme é revisto. Mas os olhos já estarão contaminados pela primeira audiência da obra.
Poderia ser feito um teste menos exato. Dois grupos distintos, um assiste sem a informação prévia e outro com. Mas os críticos de arte pouco interesse têm pela ciência pura, pela matemática. Estamos em um mato sem cachorro. (Ou em “um pântano”, mas esse trocadilho seria imperdoável.)
mais: opiniões de outros espectadores sobre o filme (uns amaram, outros odiaram)
"PIERRE MENARD, AUTOR DO ‘QUIXOTE’", CONTO DE JORGE LUIS BORGES – UMA ANÁLISE BREVE
Publicado por admin em literatura em 14 de Novembro de 2008
ATENÇÃO: este texto contém um resumo do conto. Para ler a obra original antes, clique aqui
“Pierre Menard, autor do Quixote”, do argentino Jorge Luis Borges (1899 – 1986), é um conto bastante curto, porém muito denso. Não há, efetivamente, uma “história”. O autor dedica-se apenas a falar de um trabalho literário realizado por um escritor francês (fictício) do início do século XX, justamente o Pierre Menard do título da narrativa. Menard resolveu reescrever o “Dom Quixote”, do espanhol Miguel de Cervantes (1547 – 1616). Não reescrever adaptando-o à época de Menard. Não reescrever ao estilo de Menard. O autor resolveu, “simplesmente”, escrever novamente o “Dom Quixote” sem alterar nenhuma palavra, nenhuma vírgula do original!
Então Menard iria copiar o “Dom Quixote” e publicá-lo como se fosse de sua autoria? Também não. Ele não iria copiar. Ele iria escrevê-lo novamente. A diferença parece sutil, ou inexistente, mas é brutal, na opinião de Menard e na do narrador do conto, um amigo de Menard.
Menard iria forçar-se a escrever o “Dom Quixote”. Porque Menard, por livre vontade, não escreveria o “Dom Quixote” tal como foi escrito – Menard não era espanhol, não viveu naquela época etc. E é pelo fato de podermos ligar uma obra a fatos situacionais como estes (ser espanhol, ter vivido em tal época) é que Menard e o narrador conjecturam que o “Dom Quixote” é acidental, contingente, até mesmo desnecessário. E mais: talvez este pensamento possa ser estendido à maioria das obras da literatura.
O “Dom Quixote” de Menard, quando pronto, seria em todo igual ao de Cervantes. Na disposição das palavras. Porém, defende o narrador, seria em tudo diferente. Porque não foi escrito por Cervantes, mas por Menard.
Talvez no trecho mais significativo do conto, o narrador compara duas frases iguais, uma retirada do “Dom Quixote” de Cervantes e outra do de Menard. Para o narrador, a frase de Cervantes era boba, retórica. Já a de Menard era profunda, intensa, significativa. Porque foi escrita por Menard.
Menard, para fazer o seu “Dom Quixote”, tinha uma dificuldade fenomenal, porque tinha que livrar-se de todas as outras opções de escrita para poder chegar àquela que era igual a de Cervantes. (E, por isso mesmo, o trabalho de Cervantes foi muito fácil, pois ele pôde seguir o caminho que bem quis, dentre tantos possíveis.) Menard teve que fazer inúmeros rascunhos até chegar ao “Dom Quixote” exato, conta-nos o narrador…
No conto, algumas idéias sensacionais são lançadas, mas devido à sua estrutura extremamente sintética, não são minimamente desenvolvidas. Borges acende-nos a curiosidade pelo desdobramento destes lampejos e vai embora, deixa-nos com vários mistérios, várias pontas de um novelo que, quase fatalmente, o leitor pensante irá querer desfiar.
A primeira destas fagulhas filosóficas é a que o narrador defende, mas que o leitor poderá questionar: para o narrador, um livro não é o mesmo, mesmo se completamente igual, se foi escrito por duas pessoas diferentes.
Esta questão é uma armadilha, porque tendemos a defender um ponto-de-vista e, na prática, adotarmos o oposto. É fácil que digamos que, se os dois livros são iguais, o significado é o mesmo. Compramos um livro de um autor desconhecido, em uma livraria. Lemos, achamos isso e aquilo do livro, das idéias, da história. Por que acharíamos outra coisa se o mesmo livro houvesse sido escrito por um outro autor desconhecido?
Por outro lado, é fácil percebermos como, na prática, damos um significado diferente ao lido (ou ouvido, ou mesmo visto) a depender de quem emite a sentença, por mais iguais que sejam as palavras lançadas. Poderíamos dar vários exemplos destas experiências cotidianas, mas daremos apenas um, e esperamos que o leitor trabalhe um pouco a sua imaginação buscando outros exemplos e consiga concordar com o argumento. Um belo exemplo é o ato de citar. “Borges disse que (…)”. Ou mesmo o indefinido “Alguém já disse que (…)”. Não estamos mais dizendo por nós mesmos, mesmo que tenhamos pensado de forma idêntica. Estamos evocando a figura de um outro para dizer o que, por nós mesmos, não podemos sustentar, porque não temos autoridade. Se eu disser que “censurar e louvar são operações sentimentais que nada têm a ver com a crítica”, será apenas uma opinião minha. Como não sou Borges, é uma opinião fraca. Mas se eu disser que “Borges, em ‘Pierre Menard, autor do Quixote’, através da voz do seu narrador disse que ‘censurar e louvar são operações sentimentais que nada têm a ver com a crítica’”, essa frase passa a ter um peso muito maior. Não é mais uma “opinião”. É quase um vaticínio. Borges disse! Mesmo o conteúdo da frase sendo radicalmente igual.
Para usarmos os termos do suíço Ferdinand de Saussure (1857 – 1913), estudioso da lingüística, o significante (cadeia de sons) é o mesmo, mas o significado seria diferente, a depender do emissor. E do receptor, acrescentaríamos, pois a empolgação com que o narrador lê o “Dom Quixote” de Menard se deve, ao menos em parte, por ele ser amigo pessoal do autor.
Uma outra questão que o conto pode levantar é em relação à qualidade do próprio autor, Borges. Se o “Dom Quixote” era contingente, desnecessário, porque era a via mais fácil de Cervantes (porque era ditado pela sua liberdade criativa) e, ao mesmo tempo, esta via mais fácil era estritamente presa ao fato de Cervantes ser Cervantes (isto é, espanhol, do século XVI etc.), o mesmo poderíamos dizer da obra de Borges: é contingente, desnecessária etc.
É claro que Borges, ele mesmo, um homem apaixonado pela Literatura e devotado a ela, não achava “Dom Quixote” desnecessário. E, inteligência aguçadíssima, por certo pressupunha esta leitura do conto. Talvez mesmo a desejasse. In extremis, toda empreitada intelectual seria inútil. Como se diz no conto: a filosofia de hoje virará uma página na história da filosofia de amanhã. Menard não está errado. Tudo terá sido inútil, amanhã. Mas, nem por isso, Borges deixa de escrever. Porque é inútil para o futuro (servirá apenas para compor a História), mas é uma necessidade para o autor, hoje.
Paradoxalmente, um texto que aponte a inutilidade de qualquer texto no futuro, tal texto (o conto de Borges) é útil quando escrito e será inútil no futuro e, assim, no futuro (agora), ele perderá seu valor e já não nos apontará mais a inutilidade mais de texto algum. Os outros textos voltam, desta maneira, a ser úteis? Sim. Mas aí então o conto de Borges também voltaria e, por conseqüência, daqui a mais algum tempo todos os textos perderiam novamente a validade, inclusive o de Borges, ad infinitum. O conto de Borges é como uma lei que assim fosse redigida e promulgada: “Em 5 anos, todas as leis perderão efeito, inclusive esta.” Um ciclo de destruição periódica de tudo, seguida de reconstituição imediata. Mais um dos paradoxos borgeanos…
Uma terceira idéia que o texto lança: um homem deveria ser capaz de pensar todas as coisas. Inclusive as que discorda. (Borges consegue, ao falar “mal” de “Dom Quixote”, assim como Menard consegue, seja escrevendo o “seu” “Dom Quixote” ou em um outro trabalho, uma crítica que faz a seu “amigo” Pául Valery [este sim um "personagem" da vida real, poeta francês, que viveu de 1871 a 1945]). Como diz o narrador, Menard tinha um “hábito resignado ou heróico de propagar idéias que eram o rigoroso reverso das preferidas por ele”.
Se fôssemos capazes de pensar todas as idéias possíveis, não precisaríamos escrever, registrar o que pensamos. Por isso, na visão do narrador, a escrita é um monumento ao nosso fracasso de não conseguirmos pensar nada além de nossas próprias idéias.
Seria Menard uma espécie de louco? Ou um visionário? Ou estes dois adjetivos seriam sinônimos, no seu caso?
Pinçamos apenas três das possíveis idéias intelectuais levantadas pelo conto. Outros que o analisaram levantaram outras. Um texto tão pequeno que possibilita tantas leituras, anos depois de escrito, por certo é um texto “enorme”. Não é a toa que muitos o consideram a obra-prima de Borges. O que, paradoxalmente, derruba a idéia nele contida, de que todo esforço intelectual é inútil. A última das ironias de Borges, esta trazida pelo tempo…
ARTES: LINKS E REPORTAGENS INTERESSANTES
Publicado por admin em artes plásticas, links em 1 de Outubro de 2008
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O QUE LEVAR PARA A ILHA DESERTA?
E você, deixaria quais discos na ilha deserta?
Sinceramente, não tenho uma resposta pronta.
Lembrei-me agora de um episódio ocorrido comigo há vários anos. Conversava sobre música com uns amigos, na faculdade, e disse: “Eu ODEIO Djavan!”. Até que pensei um pouco e me lembrei: “Tem só uma música dele que eu gosto.” E logo me lembrei de outra. E outra. Concluí: “Pensando bem, eu gosto do Djavan!”. Após a aula fui em uma loja e comprei um disco do Djavan… Vai entender…
ALMA DE ARTISTA
Publicado por admin em artes plásticas em 18 de Setembro de 2008
O quadro se chama “La Luna de Yare”, e a inscrição, em espanhol, diz: “O moinho dos deuses, mói lentamente!”
(notícia completa aqui)
O quadro não é tão feio, admitamos…
Mas o que temos aqui é apenas mais uma prova de que a tal da “alma nobre do artista” é apenas mais uma lorota.
A CHANCELER ESTÁ NUA…
Publicado por admin em Sem categoria em 11 de Setembro de 2008
Obra de arte em parede de prefeitura alemã retrata políticos nus
* “(…) vem gerando polêmica entre a comunidade.”
* “pornografia”
Polêmica para quem precisa…
